sexta-feira, 28 de novembro de 2014

O ANEL DO PROFESSOR


- Professor, eu me sinto um inútil. Não tenho força alguma. Dizem-me que não sirvo para nada... que sou lerdo... um completo idiota. Ajude-me, por favor.

O professor, sem olhá-lo, disse-lhe: - Sinto muito, meu jovem. Você me pegou num dia ruim. Estou tentando resolver um sério problema. Volte outra hora, por favor.

Quando o jovem já ia saindo, o professor lhe propôs: - Bem, se você me ajudasse, eu poderia resolver o meu problema mais rápido, daí a gente poderia conversar...

- C... Claro, professor, gaguejou o jovem, bastante inseguro.

O professor tirou um anel que usava no dedo pequeno e disse ao garoto: - Monte meu cavalo e vá até o mercado vender este anel. Preciso pagar uma dívida, mas, por favor, não o venda por menos que uma moeda de ouro. Vá correndo e volte o mais rápido que puder.

Mal chegou ao mercado, o jovem começou a oferecê-lo a todos que encontrava. Eles olhavam com algum interesse, mas, quando o jovem dizia quanto pretendia pelo anel, eles riam, volviam-lhe as costas, ignoravam-no. Somente um velhinho, vendo o sofrimento do rapaz, foi simpático com ele, e lhe explicou que uma moeda de ouro era muito dinheiro por aquele anel.

Um outro, tentando ajudar, chegou a oferecer uma moeda de prata e uma xícara de cobre, mas o jovem, seguindo as orientações do seu professor, recusou a oferta.

Abatido pelo fracasso, montou novamente o cavalo e, muito triste, voltou para a casa do professor. Chegou mesmo a desejar ter uma moeda de ouro e comprar aquele anel, mesmo que não valesse tanto, somente para ajudar seu mestre.

Ao entrar na casa, relatou: - Professor, sinto muito, não consegui vender o anel. É impossível conseguir o que o senhor está pedindo por ele. Talvez eu possa conseguir 2 ou 3 moedas de prata, mas, não mais que isso. Não podemos enganar ninguém sobre o valor deste anel.

- Você tem razão, meu amigo. Antes de tentar vender o anel, deveríamos, primeiro, saber seu real valor. Não queremos enganar ninguém, nem ser enganado, não é mesmo? Por favor, faça-me mais uma coisa: Monte novamente o cavalo e vá até o joalheiro; quem melhor do que ele para saber o valor deste anel? Diga-lhe que eu quero vendê-lo e pergunte quanto ele pode ofertar, mas, atenção meu amigo, não importa o quanto ele ofereça, não venda o anel ao joalheiro. Apenas pergunte o valor do anel e o traga de volta.

Ainda tentando ajudar seu professor, o jovem foi até o joalheiro e lhe deu o anel para examinar. O joalheiro, então, lhe disse: - Diga ao professor que, se ele tem pressa em vender o anel, não posso lhe dar mais do que 8 moedas de ouro...

- 8????? Perguntou o jovem.

- Sim, replicou o joalheiro, posso chegar a lhe oferecer até 10 moedas, mas, só se ele não tiver pressa.

O jovem, emocionado, correu até a casa do professor e contou-lhe tudo. – 8 moedas de ouro, uau! – exclamou o professor, e rindo, zombou: - Aqueles homens no mercado deixaram de fazer um bom negócio, não é mesmo? – Sim, professor, concordou o menino, todo empolgado.

- Então, professor, perguntou o menino, o senhor vai vender o anel por 8 ou por 10 moedas? – Não vou vendê-lo, respondeu ele, fiz isso apenas para que você entenda uma coisa:

- Você, meu jovem, é como esse anel: uma jóia valiosa e única. Mas, somente pessoas sábias podem avaliar seu real valor. Ou você pensava que qualquer um poderia avaliá-lo corretamente? Não! Não importa o que digam de você, o que importa é o seu real valor.

E, dizendo isso, colocou seu anel de volta no dedo.

- Todos nós somos como esta jóia: únicos e valiosos. Infelizmente, passamos a vida andando por todos os mercados da vida, barateando nosso próprio valor, pretendendo que pessoas mal preparadas nos valorizem. Ninguém deveria ter a força de nos fazer sentir inferior, sem o nosso consentimento. Cada um de nós é especial, pois foi Deus que nos fez.



"Não se julguem melhores do que realmente são. Ao contrário, sejam modestos nos seus pensamentos, e cada um julgue a si mesmo conforme a fé que Deus lhe deu". Romanos 12.3

Boa sexta-feira e BOM FIM DE SEMANA


terça-feira, 18 de novembro de 2014

O Senhor das vontades humanas!

JOSEMAR BESSA: O Senhor das vontades humanas!Apóstolo adverte que o início da fé é também dom de Deus, pelo que quis dizer na carta aos colossenses: Perseverai na oração, vigilantes, com ação de graças, orando por nós também ao mesmo tempo, para que Deus nos abra uma porta à Palavra, para falarmos do mistério de Cristo, pelo qual estou prisioneiro, a fim de que eu dele fale como devo (Cl 4,2-4). E como se abre a porta à Palavra, se não é abrindo-se o sentido do ouvinte para crer e, dado o início da fé, acolha o que é anunciado e exposto para edificar a doutrina da salvação, e não aconteça que, fechado o coração pela infidelidade, desaprove ou rechace o que se prega. No mesmo sentido são as palavras que dirige aos coríntios: Entrementes permanecerei em Éfeso, pois que se abriu uma porta larga, cheia de perspectivas, e os adversários são muitos (lCor 16,8-9). Que outra interpretação se pode dar, senão que, após ter ele pregado ali primeiramente o evangelho, muitos creram, mas muitos passaram a se opor à mesma fé, conforme as palavras do Senhor: Ninguém pode vir a mim, se isto não lhe for concedido por meu Pai (Jo 6,65), e: A vós foi dado conhecer os mistérios do Reino dos Céus, mas a eles não? (Mt 13,11). A porta abriu-se para aqueles aos quais foi concedido, mas são muitos os adversários, aos quais não foi concedido.



Do mesmo modo, dirigindo-se aos mesmos, na segunda carta, diz: Cheguei então a Trôade para lá pregar o evangelho de Cristo, e, embora o Senhor me tivesse aberto uma porta grande, não tive repouso de espírito, pois não encontrei Tito, meu irmão. Por conseguinte, despedi-me deles e parti para a Macedônia. De quem se despediu, senão dos que creram, em cujos corações abrira-se uma porta ao evangelizador? Considerai o que acrescentou: Graças sejam dadas a Deus, que por Cristo nos carrega sempre em seu triunfo e, por nós, expande em toda parte o perfume do seu conhecimento. Em verdade, somos por Deus o bom odor de Cri sto, entre aqueles que se salvam e aqueles que se perdem; para uns, odor que da morte leva à morte; para outros, odor que da vida leva à vida.


Eis a razão por que dá graças o acérrimo e invicto defensor da graça; eis por que dá graças: porque os apóstolos são por Deus o bom odor de Cristo tanto para os que se salvam pela graça, como para os que perecem pelo juízo de Deus. Mas, evitando que se indignem com esta afirmação os que pouco entendem deste assunto, ele mesmo os adverte ao prosseguir, dizendo: E quem estaria à altura de tal missão? (2Cor 2,12-16).


Mas voltemos à abertura da porta, símbolo do início da fé nos ouvintes. O que significa: Orando também por nós ao mesmo tempo para que Deus nos abra uma porta à Palavra, senão uma demonstração claríssima de que o próprio início da fé é dom de Deus? Pois, não se suplicaria a Deus pela oração, se não se acreditasse vir dele a concessão. Este dom da graça celeste descera sobre a negociante de púrpura, à qual, como diz a Escritura nos Atos dos Apóstolos: O Senhor lhe abriu o coração, de sorte que ela aderiu às palavras de Paulo (At 16,14). Era assim chamada para que tivesse fé, pois Deus atua como quer nos corações humanos ou ajudando ou julgando, com a finalidade de executar por meio deles o que em seu poder e em sua sabedoria havia predestinado realizar (At 4,28).


Afirmaram também, em vão, que não diz respeito ao assunto em pauta o que provamos pelo testemunho da Escritura nos livros dos Reis e das Crônicas, ou seja, que, quando Deus quer realizar o que é mister tenha a colaboração voluntária dos homens, inclina seus corações para que anuam à sua vontade, inclinando-os ele que em nós opera também o querer de um modo admirável e inefável (Supra, na Carta de Hilário, n. 7). O que significa esta afirmação senão nada dizer e, contudo, contradizer?A não ser que, ao emitir este parecer, apresentaram-vos algum motivo que preferistes calar em vossas cartas. Mas ignoro qual possa ser este motivo. Será talvez porque demonstramos que Deus agiu nos corações dos homens e guiou as vontades de quem lhe aprouve para chegarem a constituir rei a Saul ou a Davi? Julgam por isso que estes exemplos nada têm que ver com o assunto porque reinar temporariamente neste mundo não é o mesmo que reinar eternamente com Deus? Pensam nesse caso que Deus inclina os corações no tocante aos remos terrenos, mas não inclina as vontades de quem ele quer quando se trata de alcançar o reino eterno? Mas eu opino que as palavras que seguem foram ditas com referência ao reino dos Céus e não a um reino terreno: Inclina meu coração para os teus preceitos (Sl 118,36); ou: Os passos do homem são formados pelo Senhor e é-lhe grato o seu caminho (Sl 36,23); ou: O Senhor é quem dispõe as vontades (Pr 8 seg. LXX); ou: O Senhor nosso Deus seja conosco, como foi com nossos pais, não nos desamparando, nem nos afastando de si. Mas incline os nossos corações, para andarmos em todos os seus caminhos (lRs 8,57-58); ou: Dar-lhes-ei um (novo) coração e entenderão; ouvidos, e ouvirão (Br 2,31); ou: E eu lhes darei um mesmo coração, e derramarei nas suas entranhas um novo espírito (Ez 11,19). Ouçam também: E porei o meu coração no meio de vós, e farei que andeis nos meus preceitos, e que guardeis as minhas leis, e que as pratiqueis (Ez 36,27). Ouçam ainda: Os passos do homem são dirigidos pelo Senhor; mas que homem pode compreender seu próprio destino? (Pr 20,24). Continuem ouvindo: Todo o caminho do homem lhe parece a ele próprio direito; e o Senhor, porém, pesa os corações (Pr 21,2); e também: E todos aqueles que eram destinados à vida eterna, abraçaram a fé (At 13,48).



Ouçam estes testemunhos e outros que não mencionei, os quais demonstram que Deus prepara e converte as vontades dos homens também para o reino dos Céus e a vida eterna. Percebei quão absurdo é acreditar que Deus atua nas vontades humanas para estabelecer remos temporais e que os próprios homens governam suas vontades quando se trata de conquistar o reino dos Céus.

Agostinho (13 de Novembro de 354 AD, Tagaste - 28 de Agosto de  430 AD, Hippo Regius, Algeria)

O Senhor das vontades humanas!

JOSEMAR BESSA: O Senhor das vontades humanas!Apóstolo adverte que o início da fé é também dom de Deus, pelo que quis dizer na carta aos colossenses: Perseverai na oração, vigilantes, com ação de graças, orando por nós também ao mesmo tempo, para que Deus nos abra uma porta à Palavra, para falarmos do mistério de Cristo, pelo qual estou prisioneiro, a fim de que eu dele fale como devo (Cl 4,2-4). E como se abre a porta à Palavra, se não é abrindo-se o sentido do ouvinte para crer e, dado o início da fé, acolha o que é anunciado e exposto para edificar a doutrina da salvação, e não aconteça que, fechado o coração pela infidelidade, desaprove ou rechace o que se prega. No mesmo sentido são as palavras que dirige aos coríntios: Entrementes permanecerei em Éfeso, pois que se abriu uma porta larga, cheia de perspectivas, e os adversários são muitos (lCor 16,8-9). Que outra interpretação se pode dar, senão que, após ter ele pregado ali primeiramente o evangelho, muitos creram, mas muitos passaram a se opor à mesma fé, conforme as palavras do Senhor: Ninguém pode vir a mim, se isto não lhe for concedido por meu Pai (Jo 6,65), e: A vós foi dado conhecer os mistérios do Reino dos Céus, mas a eles não? (Mt 13,11). A porta abriu-se para aqueles aos quais foi concedido, mas são muitos os adversários, aos quais não foi concedido.



Do mesmo modo, dirigindo-se aos mesmos, na segunda carta, diz: Cheguei então a Trôade para lá pregar o evangelho de Cristo, e, embora o Senhor me tivesse aberto uma porta grande, não tive repouso de espírito, pois não encontrei Tito, meu irmão. Por conseguinte, despedi-me deles e parti para a Macedônia. De quem se despediu, senão dos que creram, em cujos corações abrira-se uma porta ao evangelizador? Considerai o que acrescentou: Graças sejam dadas a Deus, que por Cristo nos carrega sempre em seu triunfo e, por nós, expande em toda parte o perfume do seu conhecimento. Em verdade, somos por Deus o bom odor de Cri sto, entre aqueles que se salvam e aqueles que se perdem; para uns, odor que da morte leva à morte; para outros, odor que da vida leva à vida.


Eis a razão por que dá graças o acérrimo e invicto defensor da graça; eis por que dá graças: porque os apóstolos são por Deus o bom odor de Cristo tanto para os que se salvam pela graça, como para os que perecem pelo juízo de Deus. Mas, evitando que se indignem com esta afirmação os que pouco entendem deste assunto, ele mesmo os adverte ao prosseguir, dizendo: E quem estaria à altura de tal missão? (2Cor 2,12-16).


Mas voltemos à abertura da porta, símbolo do início da fé nos ouvintes. O que significa: Orando também por nós ao mesmo tempo para que Deus nos abra uma porta à Palavra, senão uma demonstração claríssima de que o próprio início da fé é dom de Deus? Pois, não se suplicaria a Deus pela oração, se não se acreditasse vir dele a concessão. Este dom da graça celeste descera sobre a negociante de púrpura, à qual, como diz a Escritura nos Atos dos Apóstolos: O Senhor lhe abriu o coração, de sorte que ela aderiu às palavras de Paulo (At 16,14). Era assim chamada para que tivesse fé, pois Deus atua como quer nos corações humanos ou ajudando ou julgando, com a finalidade de executar por meio deles o que em seu poder e em sua sabedoria havia predestinado realizar (At 4,28).


Afirmaram também, em vão, que não diz respeito ao assunto em pauta o que provamos pelo testemunho da Escritura nos livros dos Reis e das Crônicas, ou seja, que, quando Deus quer realizar o que é mister tenha a colaboração voluntária dos homens, inclina seus corações para que anuam à sua vontade, inclinando-os ele que em nós opera também o querer de um modo admirável e inefável (Supra, na Carta de Hilário, n. 7). O que significa esta afirmação senão nada dizer e, contudo, contradizer?A não ser que, ao emitir este parecer, apresentaram-vos algum motivo que preferistes calar em vossas cartas. Mas ignoro qual possa ser este motivo. Será talvez porque demonstramos que Deus agiu nos corações dos homens e guiou as vontades de quem lhe aprouve para chegarem a constituir rei a Saul ou a Davi? Julgam por isso que estes exemplos nada têm que ver com o assunto porque reinar temporariamente neste mundo não é o mesmo que reinar eternamente com Deus? Pensam nesse caso que Deus inclina os corações no tocante aos remos terrenos, mas não inclina as vontades de quem ele quer quando se trata de alcançar o reino eterno? Mas eu opino que as palavras que seguem foram ditas com referência ao reino dos Céus e não a um reino terreno: Inclina meu coração para os teus preceitos (Sl 118,36); ou: Os passos do homem são formados pelo Senhor e é-lhe grato o seu caminho (Sl 36,23); ou: O Senhor é quem dispõe as vontades (Pr 8 seg. LXX); ou: O Senhor nosso Deus seja conosco, como foi com nossos pais, não nos desamparando, nem nos afastando de si. Mas incline os nossos corações, para andarmos em todos os seus caminhos (lRs 8,57-58); ou: Dar-lhes-ei um (novo) coração e entenderão; ouvidos, e ouvirão (Br 2,31); ou: E eu lhes darei um mesmo coração, e derramarei nas suas entranhas um novo espírito (Ez 11,19). Ouçam também: E porei o meu coração no meio de vós, e farei que andeis nos meus preceitos, e que guardeis as minhas leis, e que as pratiqueis (Ez 36,27). Ouçam ainda: Os passos do homem são dirigidos pelo Senhor; mas que homem pode compreender seu próprio destino? (Pr 20,24). Continuem ouvindo: Todo o caminho do homem lhe parece a ele próprio direito; e o Senhor, porém, pesa os corações (Pr 21,2); e também: E todos aqueles que eram destinados à vida eterna, abraçaram a fé (At 13,48).



Ouçam estes testemunhos e outros que não mencionei, os quais demonstram que Deus prepara e converte as vontades dos homens também para o reino dos Céus e a vida eterna. Percebei quão absurdo é acreditar que Deus atua nas vontades humanas para estabelecer remos temporais e que os próprios homens governam suas vontades quando se trata de conquistar o reino dos Céus.

Agostinho (13 de Novembro de 354 AD, Tagaste - 28 de Agosto de  430 AD, Hippo Regius, Algeria)

sexta-feira, 7 de novembro de 2014

Esconderijo do Altíssimo

As tarefas e os problemas do dia-a-dia sempre vão existir, mas aquele que obedece ao Senhor e anda segundo a Sua vontade, têm a promessa que obterá descanso, mesmo que esteja passando por dificuldades.    Salmos 91:1

terça-feira, 4 de novembro de 2014

Não Como As Ondas Do Mar

“… porque o que duvida é semelhante à onda do mar, que é
levada pelo vento, e lançada de uma para outra parte”
(Tiago 1:6).
Samuel Rutherford declarou: “Acredite no amor e no poder de
Deus, mais do que acredita em seus próprios sentimentos e
experiências. Cristo é sua Rocha e esta Rocha não é como a
maré que um dia está alta e no outro está baixa, mas como o
mar.”
Muitas vezes perdemos uma grande bênção porque nos deixamos
dirigir por nossas próprias emoções que são completamente
instáveis. Um dia estamos de bom humor e no outro,
totalmente angustiados. Um dia cantamos e dançamos como se
fôssemos a mais feliz das criaturas e no outro choramos e
murmuramos como se fôssemos pobres coitados e derrotados. Um
dia agimos como se fôssemos capazes de mover montanhas com a
oração e no outro, como se fôssemos ateus e inimigos de
Deus.
É preciso que a nossa fé seja inabalável, que a nossa
esperança seja indestrutível, que o nosso “sim” ao Senhor
nunca se torne um “talvez” ou um “não”. É importante que
tenhamos a compreensão de que o Senhor tudo pode e que
aquele que crê também tudo pode, em nome do Senhor. É
necessário que não esqueçamos jamais que somos salvos e não
mais perdidos, que somos cristãos que confiam no seu Deus e
não incrédulos que de tudo duvidam.
Cristo é nossa Rocha e nEle estamos firmados e protegidos.
Dele vem a nossa força e o Seu poder não tem limite. Ele nos
faz caminhar em segurança, nos abriga das intempéries, é a
fonte de nossa alegria.
Não podemos ser como as ondas do mar que vão e voltam, que
às vezes estão fortes e outras fracas, que uma hora estão lá
em cima e outras lá embaixo. Os inconstantes não vão a lugar
algum, não realizam seus sonhos, não se firmam no caminho,
não alcançam grandes vitórias.
Você continua oscilando, como as marés, ou já aprendeu a
descansar em Deus?
Pr. Paulo Roberto Barbosa, do site – Escuro Iluminado:

terça-feira, 28 de outubro de 2014

DEUS, SOMENTE DEUS....

Não é verdade que algumas vezes parece que tudo ao seu redor está ruindo? Aquela decepção, ou aquele medo, está em seu encalço o tempo todo? Um site oferece a solução: pegue um novelo de lã e agulhas de tricô e “supere o medo”. Entretanto, nem todos sabemos tricotar com segurança. Mas todos nós podemos nos concentrar na Fonte da segurança. Na verdade, Ele é a Fonte, o Apoio, e a Sustentação deste mundo; e focar sua atenção sobre Ele é algo que pode mudar sua vida.

Ele é a Fonte

Romanos 11.36 diz: “Porque dele, e por meio dele, e para ele são todas as coisas. A ele, pois, a glória eternamente”. Deus é a fonte de todas as coisas. Javé é o Deus eterno, auto-suficiente. Javé (YHWH) é o nome que Deus escolheu para Si mesmo. É o verbo hebraico que significa “Eu Sou”. Deus deu a Si mesmo o nome de Eu Sou, não Eu Era ou Eu Serei. Deus existe e tudo o mais tem sua existência nEle.

Augustus H. Strong, ministro e teólogo batista que morreu em 1921, escreveu: “Deus é o Espírito eterno, pessoal que é a fonte, o apoio e o fim de todas as coisas”. Javé simplesmente é!

Um segundo nome que Deus dá a Si mesmo é Elohim, a forma plural de El, que significa “força”. Ele enfatiza o fato de que Deus é o Criador de todas as coisas. Ele diz nas Escrituras:“Não sabes, não ouviste que o eterno Deus [Elohim], o Senhor [Javé], o Criador dos fins da terra, nem se cansa, nem se fatiga? Não se pode esquadrinhar o seu entendimento” (Is 40.28). Javé, o Deus eterno e Criador dos confins da Terra, não se cansa nem se fatiga. Ele fez todas as coisas e tem controle sobre todas elas.

Colossenses 1.16 afirma: “Pois, nele, foram criadas todas as coisas, nos céus e sobre a terra, as visíveis e as invisíveis, sejam tronos, sejam soberanias, quer principados, quer potestades. Tudo foi criado por meio dele e para ele”. Ele é a fonte, apoio, fim e propósito de todas as coisas.

O Senhor Deus é o autor do plano eterno e grandioso para toda a história da humanidade. Ele criou todo este universo após o desafio de Satanás. Os anjos foram criados primeiro, depois Satanás se rebelou contra Deus e desafiou Sua santidade. Deus respondeu a ele determinando o melhor método de manifestar Sua santidade e glória para toda a criação angelical. Deus tinha esse plano mesmo antes da fundação do mundo:

“Jurou o Senhor dos Exércitos, dizendo: Como pensei, assim sucederá, e, como determinei, assim se efetuará. (...) Este é o desígnio que se formou concernente a toda a terra; e esta é a mão que está estendida sobre todas as nações. Porque o Senhor dos Exércitos o determinou; quem, pois, o invalidará? A sua mão está estendida; quem, pois, a fará voltar atrás?” (Is 14.24,26-27).

Deus efetua todas as coisas de acordo com o conselho de Sua vontade. Ele não está correndo de medo, resmungando para Si mesmo, “O que devo fazer? Como devo responder?” Ele não está preocupado com os resultados dos acontecimentos mundiais porque Ele mesmo já planejou todas as coisas até o final da história da humanidade.
Deus planejou o curso dos tempos e da eternidade. É isso que O capacita a nos entregar profecias. No livro de Daniel, Deus revelou como decretou a ordem das nações. Em 550 a.C., Ele mostrou ao profeta Daniel todo o plano para o restante da história do mundo.

O apóstolo Paulo escreveu que Deus“derramou abundantemente sobre nós em toda a sabedoria e prudência, desvendando-nos o mistério da sua vontade, segundo o seu beneplácito que propusera em Cristo, de fazer convergir nele, na dispensação da plenitude dos tempos, todas as coisas, tanto as do céu, como as da terra” (Ef 1.8-10).

Deus efetua todas as coisas de acordo com o conselho de Sua vontade. Ele não está correndo de medo, resmungando para Si mesmo, “O que devo fazer? Como devo responder?” Ele não está preocupado com os resultados dos acontecimentos mundiais porque Ele mesmo já planejou todas as coisas até o final da história da humanidade.

Ele é o Apoio

Deus é também o apoio para todas as coisas: “Porque (...) por meio dele (...) são todas as coisas” (Rm 11.36). “Ele é antes de todas as coisas. Nele, tudo subsiste” (Cl 1.17). Deus sustenta “todas as coisas pela palavra do seu poder” (Hb 1.3). Ele simplesmente formou o universo e, por meio de Sua Palavra falada, o mantém.

Os cientistas têm estudado o átomo. Eles sabem que os elétrons são negativos, que os prótons são positivos, e que os neutrons são neutros. Eles conseguem ver essas partículas atômicas através de microscópios. E eles conseguem dividir o átomo e esperam poder controlá-lo. Mas eles não conseguem reuni-los. As Escrituras dizem: “Nele, tudo subsiste” (Cl 1.17). Ele mantém todas as coisas juntas.

Um dia, esta Terra será destruída pelo fogo porque Jesus simplesmente fará Sua Palavra descansar, e todos os átomos se dividirão e explodirão. No final do Reino Milenar, depois que Seu programa tiver terminado, o universo inteiro se queimará em uma explosão imensa antes que Deus nos leve ao estado eterno que Ele já preparou para nós.

Ele é o Sustentador

Deus também sustenta todas as coisas. O Salmo 104 transborda em louvor pelo poder sustentador de Deus:

“Bendize, ó minha alma, ao Senhor! Senhor, Deus meu, como tu és magnificente: sobrevestido de glória e majestade, (...) Lançaste os fundamentos da terra, para que ela não vacile em tempo nenhum. (...) Puseste às águas divisa que não ultrapassarão, para que não tornem a cobrir a terra. (...) Fazes crescer a relva para os animais e as plantas, para o serviço do homem, de sorte que da terra tire o seu pão. (...) Fez a lua para marcar o tempo; o sol conhece a hora do seu ocaso. (...) Todos esperam de ti que lhes dês de comer a seu tempo. Se lhes dás, eles o recolhem; se abres a mão, eles se fartam de bens. Se ocultas o rosto, eles se perturbam; se lhes cortas a respiração, morrem e voltam ao seu pó. Envias o teu Espírito, eles são criados, e, assim, renovas a face da terra” (vv. 1,5,9,14,19,27-30).

Se Deus fosse retirar Seu Santo Espírito do universo, todas as coisas entrariam em um espiral e morreriam como quando uma árvore é cortada.
Se Deus fosse retirar Seu Santo Espírito do universo, todas as coisas entrariam em um espiral e morreriam como quando uma árvore é cortada. Nós vivemos e funcionamos pela força da providência sustentadora de Deus todos os dias. Suportamos dificuldades e o processo de crescermos até a maturidade em Cristo. Recebemos bênçãos em nossa família por causa da graça sustentadora de Deus.

Deus, de fato, mantém nossa própria existência: “Pois nele vivemos, e nos movemos, e existimos” (At 17.28). Por virtude da natureza de Deus, Ele é a base da existência. Ele não depende de ninguém. Ele é completamente auto-suficiente, é Aquele que sustenta toda a vida até o dia em que declarar que tudo está terminado.

Deus é também o fim de todas as coisas. Tudo existe para Seu prazer. Apocalipse 4.11 fala que vinte e quatro anciãos estão na sala do trono nos céus, adorando a Deus. Como pessoas que já viveram toda sua vida e foram promovidas para o céu, elas falam a partir de uma perspectiva celestial: “Tu és digno, Senhor e Deus nosso, de receber a glória, a honra e o poder, porque todas as coisas tu criaste, sim, por causa da tua vontade vieram a existir e foram criadas”. Finalmente, tudo existe para Deus.

Que consolação deveria ser o fato de que esse Criador majestoso, todo-poderoso, todo sabedoria, ama você e a mim. Ele nos ama tanto que “deu o seu Filho unigênito, para que todo o que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna” (Jo 3.16).

Geralmente temos atitudes erradas na pequena vida que vivemos. Exageramos nossa importância e centralidade. E quando tudo parece estar ruindo ao nosso redor, ainda fracassamos em enfocar Aquele em quem, através de quem, e para quem são todas as coisas. Todas as coisas existem para a glória de Deus. E, um dia, todos na Terra glorificarão o Seu nome.

Em 1918, um amigo missionário deu a Helen Lemmel um panfleto com uma porção bíblica que a inspirou a escrever um hino. Helen se expressou muito bem em seu lindo refrão:

Volte seus olhos a Jesus
Olhe bem em Seu lindo rosto
E as coisas do mundo parecerão tão ofuscadas
Diante da luz de Sua glória e graça.

(Richard D. Emmons - Israel My Glory)

Richard D. Emmons é professor titular de Bíblia e Doutrina na Universidade Bíblica de Filadélfia e pastor-sênior da GraceWay Bible Church em Hamilton Township, Nova Jersey, EUA.

sexta-feira, 17 de outubro de 2014

Deus está com você, não desista, persevere!

Se entulharem os seus poços, persevere
Gênesis 26:1-25


Ufa! Não foi fácil para Isaque ver todo o seu trabalho sendo destruído e roubado, porém ele tinha a plena certeza de que Deus o abençoaria em todo lugar onde ele habitasse. Ele tinha certeza disso porque conhecia a fidelidade de Deus em cumprir Suas promessas.
Isaque poderia ter desistido quando Abimeleque o expulsou da terra onde ele havia prosperado. Ele também poderia ter desistido quando os pastores de Gerar contenderam com ele a respeito dos poços, mas ele perseverou porque confiava totalmente em Deus.
Não permita que as dificuldades atrapalhem o cumprimento das promessas de Deus em sua vida. Toda vez que você se deparar com um obstáculos, lembre-se de que Deus está com você e já o capacitou para vencer. Quando surgir o primeiro obstáculo, pense "Deus está comigo e por isso eu vencerei"; quando o surgir o próximo, pense "Não irei desistir, porque Deus está comigo e a vitória é certa"; quando surgir o próximo, pense "Estou cansado, mas irei permanecer na promessa de Deus para mim".
Deus está com você, não desista, persevere!
Vamos orar. Tenha um lindo dia!!! 

O Túmulo Vazio de Cristo: O berço da Igreja

A Páscoa se cumpre em Cristo, o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo. Na cruz, Ele se ofereceu como sacrifício perfeito, levando noss...